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quinta-feira, 30 de agosto de 2012



História da Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho




Após três anos de atividades, os participantes do grupo, levando em consideração suas necessidades e peculiaridades de especialização em saúde ocupacional, perceberam ser imprescindível ampliar em nível nacional essa troca de experiências.

Somente a criação de uma Associação poderia suprir esta necessidade, dando suporte científico e cultural específicos para esta área de atuação. Durante o II Encontro Nacional de Enfermeiros do Trabalho, realizado em 1986, que contou com a participação de 300 enfermeiros do trabalho de vários estados, foi fundada a ANENT - Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho.

Atualmente a ANENT conta com mais de mil associados em todo o país. Desde seu início, a ANENT tem buscado cumprir as finalidades definidas em seu estatuto, realizando estudos na área da enfermagem do trabalho, estimulando a criação de cursos de especialização, realizando intercâmbios com entidades congêneres, nacionais e internacionais; promovendo e participando de atividades científicas inerentes e referentes à enfermagem do trabalho, entre outros feitos.

A ANENT conta ainda com o apoio de colaboradores à nível internacional - enfermeiros do trabalho da Europa, América do Norte e América Latina, com os quais a Associação mantém um estreito relacionamento. Desde 1997, a ANENT é membro da ICOH, o Comitê Internacional de Saúde Ocupacional.

Em outubro de 1998, durante o VIII ENENT, foi revisto o estatuto da ANENT. Foi proposta a mudança da denominação da Associação, que desde então passou a chamar-se Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho (inicialmente chama-se Associação Nacional de Enfermeiros do Trabalho), um reconhecimento justo às três categorias - auxiliares de enfermagem do trabalho, técnicos de enfermagem do trabalho e enfermeiros do trabalho - responsáveis pelo crescimento e respeitabilidade da enfermagem do trabalho no Brasil.

Código Internacional de Ética para as Profissões de Saúde no Trabalho


A ÉTICA PROFISSIONAL E A ENFERMAGEM DO TRABALHO

A enfermagem tem na Resolução COFEN-311/2007 – a Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Sempre entendemos que este código em sua íntegra aplicá-se a todas as Especialidades da Enfermagem por sua abrangência e pelo caráter universal de seus preceitos.
Entendemos também que ele só tem significado como um documento ativo e aplicado à realidade da enfermagem nas ações de atenção à saúde da sociedade, em todos os seus aspectos como podemos ler em seu artigo 1º. 

CAPÍTULO I 
Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º - A Enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e legais.

Para que um código de ética atinja sua finalidade ele necessita ser compreendido, assimilado e aplicado em todos os aspectos do trabalho.
Estamos disponibilizando para vocês o Código Internacional de Ética para as Profissões de Saúde no Trabalho, elaborado e adotado pela Comissão Internacional de Saúde no Trabalho – ICOH (versão 2002).

Esta versão aqui apresentada é uma tradução não-oficial feita pelo Prof. René Mendes, Presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT - Brasil); membro associado da Comissão Internacional de Saúde no Trabalho (ICOH), e membro de seu Conselho de Administração (Board), 2003-2006, que autorizou sua publicação no site da ANENT e conforme suas palavras na apresentação deste trabalho;

“o Código de Ética, e sua discussão aprofundada e sincera, em todas as instâncias possíveis, trará dividendos extremamente importantes, principalmente para a saúde dos trabalhadores, em nosso país.”




Fontes:



sexta-feira, 29 de junho de 2012

H1N1 Cuide-se !!!




A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.
O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.



Segundo a OMS e o CDC (Center for Deseases Control), um centro de controle de enfermidades, nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).

Sintomas

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.




Diagnóstico

Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado demora aproximadamente 15 dias. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1.

Vacina

A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios quepode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicaçõesgraves em muitos casos.
Existe ainda uma vacina com ação trivalente, poisimuniza contra o H1N1e o H3N2 dainfluenza A e contra o da influenza B.
É bom lembrar que avacina contra gripe sazonal que está sendo distribuída atualmente no Brasil foi preparada a partir de uma seleção de subtipos de vírus que representavam ameaça antes de aparecer o H1N1, uma variante nova de vírus influenza tipo A.


Tratamento

É de extrema importância evitar a automedicação. O uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas resistentes à medicação Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.




Recomendações


Para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus, o Center Deseases Control (CDC) recomenda:
* Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
* Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
* Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
* Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
* Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
* Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
* Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da influenza tipo A.


Fontes:

http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/gripe-h1n1/

http://saudeambiental.net/2009/07/gripe-a-h1n1.html

http://www.bonsenhor.com.br/noticias/casos-de-gripe-a-h1n1/

http://www.jinterior.com.br/portal/materias.php?id=4114

http://en.wikipedia.org/wiki/File:H1N1_versus_H5N1_pathology.png

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os medicamentos de UTI

MEDICAMENTOS UTILIZADOS EM UTI

CLASSE DOS MEDICAMENTOS

OPIÓIDES

Os opióides são agonistas dos receptores opióides encontrados nos neurônios de algumas zonas do cérebro, medula espinal e nos sistemas neuronais do intestino. Os receptores opioides são importantes na regulação normal da sensação da dor. A sua modulação é feita pelos opióides endógenos (fisiológicos), como as endorfinas e as encefalinas, que são neurotransmissores. Existem três tipos de receptores opióides: mu, sigma e kappa. Os receptores mu são os mais significativos na acção analgésica, mas os sigma e kappa partilham de algumas funções. Cada tipo de receptores é ligeiramente diferente do outro, e apesar de alguns opióides activarem todos de forma indiscriminada, alguns já foram desenvolvidos que activam apenas um subtipo. Recentemente (em 1981) foi identificado o receptor delta, que não é ativado por opióides endógenos, por isso ele é desconsiderado. Os opióides endógenos são péptidos (pequenas proteínas). Os fármacos opióides usados em terapia apesar de não serem proteínas têm conformações semelhantes em solução às dos opióides endógenos, activando os receptores em substituição destes.

PRINCIPAIS OPIÓIDES


MORFINA ( analgésico entorpecente)
Indicação:
Dor intensa, sedação pré operatória e adjuvante da anestesia, dor associada ao enfarto do miocárdio, tratamento adjuvante do EAP, tosse convulsiva (ICC).
Mecanismo de ação:
Possui ação bimodal. Provoca depressão de área cerebrais como: córtex cerebral, tálamo, córtex sensorial, os centros da tosse e respiratório e estimulação do nervo vago e dos centros do vômito. A morfina é um agonista exógeno dos receptores opióides, presentes em neurónios de algumas zonas do cérebro, medula espinhal e nos sistemas neuronais do intestino. Existem 4 tipos de receptores opióides: o receptor μ (que recebe a denominação moderna de OP3), o receptor δ (OP1), o receptor κ (OP2) e mais recentemente, foi decoberto um novo receptor, designado primeiro como receptor órfão e, mais tarde, como receptor nociceptina (OP4):
Efeitos colaterais:
Dependência física,sedação,miose,depressão respiratória,supressão da tosse, bradicardia ,rigidez muscular ,vasodilatação (acompanhada de calores na pele) ,reações alérgicas( como prurido), visão turva, ansiedade, alucinações, pesadelos e insônias,vômitos,diarréia ,disfunção sexual sonolência,depressão,redução dos níveis de consciência,edema,perda de apetite,hiperalgesia hipotensão, incapacidade de concentração,broncoespasmo ,retenção urinária (principalmente quando a via de administração é IV ou IM) ,obstipação (com redução do peristaltismo)
Efeitos menos comuns:
Redução da função renal ,prolongamento do parto,libertação de hormona prolactina com possível desenvolvimento de ginecomastia (crescimento das mamas) nos homens e galactorreia (secreção de leite) nas mulheres.
Cuidados de enfermagem:
*Durante a terapia, monitore a função renal, PA, eletrocardiográfica e freqüência respiratória;
*VO:os comprimidos não devem ser mastigados ou macerados;
*IV:administre lentamente para evitar reações adversas: dilua 2-10mg em 5ml de água destilada e infunda além de 4 min; contínua : concentração de 0,1 – 1mg/ml.
*Atentar para sinais de euforia, alteração de comportamento, registrando tais alterações e atentando para agressividade;
*Atentar para alterações gastrointestinais, de pele e sistêmicas;
*Indagar sobre o paciente ser portador de IAM e hipertensão arterial.



FENTANIL (analgésico –narcótico)
Mecanismo de ação:
Como a morfina possui ação bimodal, realiza depressão de áreas cerebrais como: córtex cerebral, tálamo, córtex sensorial, os centros da tosse e respiratório e estimulo da medula espinhal, nervo vago, os centros de vômito e o núcleo do terceiro par craniano.
Indicações:
Consistem em sedação, analgesia principalmente em intervenção cirúrgica.
Efeitos colaterais:
Distúrbios no SNC e periférico freqüentes: rigidez muscular, movimentos mioclônicos, vertigem.
Distúrbios cardiovasculares : hipotensão
Distúrbios no ritmo e dos batimentos cardíacos freqüentes: bradicardia
Distúrbio no sistema respiratório: apnéia, depressão respiratória. Infrequentes: laringospasmo
Distúrbios no sistema gastrointestinal: Distúrbios no sistema gastrintestinal Muito freqüentes: náusea, vômito. Organismo como um todo - distúrbios gerais Infreqüentes: reações alérgicas (tais como anafilaxia, broncospasmo, prurido, urticária). Adicionalmente às reações adversas relatadas em estudos clínicos, a reação adversa a seguir também tem sido relatada durante o período póscomercialização e ocorre raramente: assistolia. Em raras circunstâncias foi observada depressão respiratória rebote secundária, após a cirurgia. Quando um neuroléptico, tal como droperidol é utilizado com Fentanil, os seguintes efeitos colaterais podem ser observados: febre e/ou tremor, agitação, episódios de alucinação pós-operatórios e sintomas extrapiramidais.
Cuidados de enfermagem:
*Atentar para sinais de alteração de comportamento: registrar escala de sedação de Ransay;
*Registrar momento do início da administração da sedação e da suspensão do fármaco;
*Atentar para alterações gastrointestinais;
*manter cliente em monitorização de pressão arterial, eletrocardiográfica e frequência respiratória;
*Atentar para alterações em pele e sistêmicas;
*Indagar sobre o cliente ser portador de IAM e depressão grave e miastenia grave.


TRAMADOL (analgésico entorpecente)
Indicação:
Tramadol é indicado para dor de intensidade moderada a grave, de caráter agudo, subagudo e crônico.
Mecanismo de ação:
O tramadol é um analgésico opióide de ação central. É um agonista puro não-seletivo dos receptores opióides (mi, delta e kappa) com uma afinidade maior pelo receptor µ (mi). Outros mecanismos que contribuem para o efeito analgésico de tramadol são a inibição da recaptação neuronal de noradrenalina e o aumento da liberação de serotonina.
O tramadol tem um efeito antitussígeno. Em contraste com a morfina, de uma maneira geral, doses analgésicas de tramadol não apresentam efeito depressor sobre sistema respiratório. A motilidade gastrintestinal também não é afetada. Os efeitos no sistema cardiovascular tendem a ser leves. Foi relatado que a potência de tramadol é 1/10 a 1/6 da potência da morfina.
Efeitos colaterais:
Coceira; prisão de ventre; diarréia; fraqueza; má digestão; secura na boca; sonolência; suores; tontura ou vertigem; vômito; queda da pressão arterial; estimulação do sistema nervoso central.
Cuidados de enfermagem:
*Durante a terapia monitore frequentemente a função intestinal;
*Exames laboratoriais: o medicamento pode causar aumento da creatinina sérica, elevação das enzimas hepáticas e diminuição de hemoglobina e proteinúria;
*Superdosagem e Toxidade: a superdosagem pode causar depressão respiratória e convulsões;
*VO: a medicação pode ser administrada sem alimentos.
BENZODIAZEPNICOS
As benzodiazepinas são um grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos, relaxantes musculares, para amnésia anterógrada e atividade anticonvulsionante. A capacidade de causar depressão no SNC deste grupo de fármacos é limitada, todavia, em doses altas podem levar ao coma. Não possuem capacidade de induzir anestesia, caso utilizados isoladamente.



MIDAZOLAN (hipnótico)
Indicações:
Sedação, indução de amnésia, convulsões
Mecanismo de ação:
Age sobre o SNC, potencializando o efeito inibitório do ácido gama-aminobutílico sobre a transmissão neuronal.
Efeitos colaterais:
sonolência, embotamento emocional, redução da atenção, confusão mental, fadiga, cefaléia, tontura, fraqueza muscular, ataxia, diplopia, distúrbios gastrintestinais, alteração da libido, reações cutâneas, amnésia, inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, delírios, acessos de raiva, pesadelos, alucinações, psicose, comportamento inadequado.
Cuidados de enfermagem:
*Atentar para alteração do nível de consciência;
*Aplicar escala de sedação de Ramsay e atentar para sinais de agitação psicomotora;
*Manter cliente em monitoração de pressão de PA, eletrocardigráfica e frequência respiratória;
*Trocar dripping de 24/24 hs após sua instalação;Registrar início e retirada da droga;
*Indagar sobre o cliente ser portador de miastenia e insuficiência renal ou hepática;
*Realizar auxílio durante deambulação para prevenir quedas;
*IV: uso exclusivo hospitalar; a medicação deve ser administrada somente sob supervisão médica e mediante emprego de medidas de apoio, nos casos de insuficiência cardiorrespiratória.
MEDICAMENTOS VASOATIVOS
 Drogas vasoativas são aquelas que atuam sobre o coração e os vasos.





AMIODARONA (antiarrítmico)
Indicação:
Arritmias supraventriculares;
Arritmias ventriculares;
Prevenção de morte súbita;
Fibrilação atrial.
Mecanismo de ação:
Bloqueia os canais de potássio nos miócitos condutores do coração. Bloqueia em menor grau os canais de sódio inativos. Relaxa o músculo liso, aumentando o débito coronário por vasodilatação. É bloqueador alfa-adrenérgico fraco.
Efeitos colaterais:
Dose-dependente;
Hipotensão arterial, falência ventricular;
Taquicardia;
BAV de II e III grau;
Torsade de pointes;
Alterações laboratoriais de T3.T4 e TSH;
Relacionadas ao hipertireoidismo: distúrbio na autorregulação do metabolismo de iodo pela tireóide; lesão inflamatória na tireóide;
Relacionadas ao hipotireoidismo: perda ponderal inexplicada;
Fraqueza muscular,tremores,bócio, inibição da biossitese e liberação de hormônios tireoideanos pelo iodo;
Fadiga, indisposição, intolerância ao frio, pele seca e queda de cabelo;
Dispnéia, tosse e febre;
Insuficiência respiratória;
Achados radiológicos: derrame pleural infiltrados alveolares e intersticiais difusos;
Pneumonite;
Náuseas, obstipação, anorexia, hepatomegalia e hepatite;
Cefaléia, insônia e pesadelos;
Ataxia, miopatia;
Exacerbação dos tremores em pacientes com doença de Parkinson;
Neuropatia periférica;
Microdepósitos corneanos, fotofobia, visão borrada;
Prurido, eritema torácico;
Fotossnesibilidade cutânea;
Coloração cinza-azulada predominantemente em áreas expostas ao sol (região paranasal e infaocular);
Flebite.
Cuidados de Enfermagem:
*No início da terapia ou durante o ajuste da dose, monitore: PA, FC e RC, diante de qualquer alteração, comunique o médico;
*Durante a terapia monitore: função pulmonar, funções tireoideanas e hepática.
*VO: medicação deve ser administrada durante as refeições para diminuir a intolerância gastrointestinal (GI);
*IV:durante a infusão, monitore a Função cardíaca;
*Não administrar a medicação em casos de bradicardia, bloqueio atrioventricular, bloqueio sinoatrial;
*Observar córnea e conjuntiva ocular;
*Registrar características da função intestinal;
*Incentivar aceitação da dieta;
*Registrar aspecto da colaração da pele, atentar para cefaléia e artralgia;
*Evitar exposição da medicação a luz solar.


DOBUTAMINA (cardiotônico não-digitálico)
Indicação:
Choques de origem cardiogênico ou em ocasiões em que o comprometimento cardiogênico se fizer presente;
Insuficiência cardíaca congestiva;
Baixo débito cardíaco;
Tratamento em curto prazo da insuficiência cardíaca descompensada, após cirurgia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva e infarto agudo do miocárdio;
Mecanismos de ação:
É uma catecolamina sintética com efeito beta-1 predominante e fraco efeito beta-2. Suas ações resumem-se em possuir inotropismo positivo, porém com menor efeito arrtmogênico devido a não estimulação de noradrenalina no miocárdio. Aumenta a força de contração cardíaca, aumenta débito e índice cardíaco. Aumenta o débito urinário pela melhora hemodinâmica, pode diminuir a resistência vascular pulmonar e sistêmica.
Efeitos colaterais:
Dependem da sensibilidade dos receptores à droga e em geral são: arritmia cardíaca, tremor, hipocalemia, hipertensão arterial em níveis indesejáveis, isquemia miocárdica, cefaléia, náusea, hipotermia, aumento da freqüência cardíaca, inflamação e flebite.
Raramente o paciente apresenta edema agudo de pulmão (EAP).
Cuidados de enfermagem:
*Durante a terapia, monitore: PA,ECG,fluxo urinário, débito cardíaco, PVC, pressão sanguínea pulmonar e pressão dos capilares pulmonares;
*VO: medicação deve ser administrada após as refeições;
*IV ou SC:durante a administração da droga, deve-se evitar o seu extravasamento, diante dessa ocorrência, uma necrose poderá ser prevenida pela imediata infiltração de 10-15ml de cloreto de sódio 0,9% contendo 5-10mg de fentolamina;
*IM ou SC:de acordo com as circunstâncias clínicas, o sulfato de efedrina poderá ser administrado por essas vias.



DOLANTINA (pré anestésico)
Indicações:
Dolantina está indicada nos estados de dor e espasmos de várias etiologias, tais como: infarto agudo do miocárdio, glaucoma agudo, pós-operatórios, dor conseqüente a neoplasia maligna, espasmos da musculatura lisa do trato gastrintestinal, biliar, urogenital e vascular, rigidez e espasmos do orifício interno do colo uterino durante trabalho de parto e tetania uterina. Dolantina pode ser empregada ainda como pré-anestésico ou como terapia de apoio ao procedimento anestésico.
Efeitos colaterais
Após administração IV podem ocorrer efeitos vagotrópicos: bradicardia, hipotensão, broncoespasmo, miose, soluço, náusea e mais raramente vômito. Estes normalmente regridem c/ a administração de pequenas doses de atropina.
Pode ocorrer também taquicardia especialmente após o uso endovenoso. Após aplicação por via endovenosa, podem ocorrer dor e eritema no local da aplicação. Como reações adversas em nível periférico podem ocorrer alterações da micção e obstipação intestinal.Podem ocorrer sedação, euforia, depressão respiratória, confusão mental e tonturas. Podem ocorrer convulsões, especialmente em pacientes recebendo altas doses de Dolantina e em casos de alterações preexistentes da função renal e de aumento da suscetibilidade a convulsões.
A utilização de Dolantina durante a gestação pode afetar o recém-nascido, sendo que pode haver depressão respiratória do mesmo após o parto. Por esta razão, o recém-nascido deve ficar em observação, por no mínimo 6 horas, após o nascimento. Se houver depressão respiratória poderá ser administrado antagonista opiáceo (p. ex.: naloxona). Em casos raros podem ocorrer reações de hipersensibilidade e até choque anafilático após a administração de Dolantina.
Mecanismo de ação:
Dolantina (cloridrato de petidina) deve ser usada com cuidado quando em associação com outros analgésicos potentes, medicamentos que diminuem o limiar de convulsões, inibidores da MAO, derivados fenotiazínicos e álcool. O uso concomitante com inibidores da MAO pode causar sintomas de choque, depressão respiratória e coma. Dolantina (cloridrato de petidina) quando utilizada com buprenorfina e pentazocina e seus derivados pode ter seu efeito atenuado. Medicamentos depressores do SNC como os barbitúricos e outros hipnóticos podem potencializar a sedação e a depressão respiratória causada pela Dolantina (cloridrato de petidina).
Cuidados de enfermagem:
*Observar melhora quadros algicos e comunicar equipe médica;
*Informar que tabagismo e álcool podem aumentar concentração da droga durante tratamento;
*Produto não pode ser tomado por mais de 10 dia;
*Orientar não ingerir produto depois das refeições com alto teor de gordura;
*Informar paciente durante aplicação IV, pode ter taquicardia.
DOPAMINA (cardiotônico não-digitálico)
Indicação:
Choque séptico, cardiogênico e baixo fluxo renal; disfunção miocárdica e baixo fluxo. Após PCR: indicação para ocasionar hipertensão transitória, melhorando a perfusão cerebral.
Mecanismo de ação:
Precussor imediato da síntese endógena de noradrenalina,ativando ainda os receptores beta-1 estimulando a liberação de noradrenalina no miocárdio. Possui ação de dose dependente ou seja sua ação no indivíduo depende da dosagem que ele irá receber do fármaco, sendo responsável pela estimulação de receptores alfa, beta e dopa-adrenérgico, promovendo significante liberação endógena de noradrenalina.
Efeitos colaterais:
Dependem da sensibilidade dos receptores à droga;
Arritmia cardíaca (taquicardia ventricular e supraventricular);
Elevação da PA em níveis indesejáveis;
Poliúria com conseqüente desequilíbrio hidroeletrolítico;
Aumento da pressão capilar pulmonar por venoconstrição;
Náuseas e vomito quando em doses elevadas;
Acentuação hipoxemia;
Lesões necróticas na pele;
Bradicardia, palpitações, precordialgia, dispnéia, cefaléia;
Vasoconstrição periférica, intumescência ou formigamento dos pés e mãos, frio e dor nas mãos e pés.
Cuidados de enfermagem:
*A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado;
*Durante a terapia monitore: PA,ECG,PVC,débito e freqüência cardíaca, balanço hídrico, cor e temperatura das extremidades e diante de um aumento desproporcional da PA diastólica, reduza o fluxo da infusão e acione o enfermeiro e ou médico;
*IV: dilua em soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%, infunda em uma veia de grosso calibre;
*Não administrar juntamente com soluções alcalinas (bicarbonato de sódio);
*Solução deve ser trocada a cada 2hs;
*Atentar para cefaléia, tonteira, náuseas, tremores e ansiedade;
*Trocar dripping de 24/24 hs após sua instalação;



NORADRENALINA
Indicação:
Choque distributivo(séptico), choque cardiogênico, IAM,insuficiência coronariana e aumento da perfusão renal (baixas doses).
Mecanismo de ação:
Possui efeito predominante de estímulo alfa-adrenérgico, aumentando o débito cardíaco e a contratilidade miocárdica. Possui efeito vasoconstritor, por isso aumenta o retorno venoso. No sistema cardiovascular estão relacionadas ao aumento do influxo celular de cálcio e mantem a pressão sanguínea em níveis normais.
Efeitos colaterais:
Necrose no lugar da aplicação pela constrição geral e prolongada. Prejuízo na perfusão dos órgãos, diminuição do volume urinário, ansiedade e dispnéia.
Cuidados de enfermagem:
*Observar e registrar freqüência cardíaca, PA;
*Registrar traçado eletrocardigráfico no momento da administração do fármaco;
*Observar sinais de palidez cutâneo-mucosa, tremores musculares e náusea;
*Indagar sobre o cliente ser portador de glaucoma, angina pectos e aterosclerose;
*Registrar glicemia capilar e dosagens de hormônios tireoidianos;
*Administrar medicação o mais proximal possível da inserção venosa
*Não administrar dripping em veia periférica.

Fonte:


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Higiene Oral do Paciente





HIGIENE DO PACIENTE NORMAS

01 - A higiene do paciente fica a cargo da Equipe de Enfermagem;
02 - Explicar sempre ao paciente o que vai ser feito;
03 - Preferencialmente realizar a higiene oral do paciente, antes do banho e apos as refeicoes, com solucao de Bicarbonato de Sodio, e quando se fizer necessario;
04 - Ao lidar com o paciente, de maneira direta, e imprescindivel o uso de luvas para procedimentos;
05 - Cuidar durante o banho, para nao expor, desnecessariamente, o paciente. A privacidade contribui muito para o conforto mental do paciente;
06 - Secar bem toda a superficie do corpo do paciente, principalmente as dobras;
07 - As portas do banheiro nao devem ser trancadas, durante o banho;
08 - Deve-se testar a temperatura da agua, antes do banho do paciente. Geralmente se usa agua morna.

 HIGIENE ORAL
Definicao Consiste na limpeza dos dentes, gengivas, bochechas, lingua e labios. Condicoes patologicas que predispoem a irritacao e a lesao da mucosa oral: (estado de coma, hipertemia).

Finalidades Promover conforto ao paciente,
Evitar halitose,
Prevenir carie dentaria,
Conservar a boca livre de residuos alimentares.
HIGIENE ORAL (em pacientes impossibilitados de autocuidado)
Material

Solucao anti-septica - solucao bicarbonatada (para cada 1 colher de cha, 500 ml de agua);
Espatula envoltas em gazes;
Lubrificante (vaselina liquida);
Toalha;
Copo para colocar solucao anti-septica;
Luvas;
Cuba-rim.

Tecnica

01 - Lavar as maos;
02 - Explicar ao paciente o que ser feito;
03 - Calçar luvas;
04 - Reunir o material na mesa de cabeceira;
05 - Colocar o paciente em posicao confortavel, com a cabeceira elevada. Em pacientes inconscientes, coloca-los em decubito lateral;
06 - Colocar a toalha na parte superior do torax e pescoco do paciente, com forro plastico, se necessario;
07 - Proceder a limpeza de toda a boca do paciente usando as espatula envoltas em gazes, embebidas em solucao anti-septica diluido em agua;
08 - Utilizar cuba-rim para o paciente "bochechar";
09 - Limpar a lingua, para evitar que fique seborreica;
10 - Enxugar os labios com a toalha;
11 - Lubrificar os labios com vaselina liquida, para evitar rachaduras;
12 - Retirar luvas;
13 - Lavar as maos;
14 - Recompor a unidade;
15 - Anotar no prontuario o que foi feito e anormalidades detectadas.

Obs: - Em pacientes neurologicos com lesao cervical, usar a espatula com gaze, para retirar o excesso de liquido da solucao anti-septica, sem mobilizar a cabeca;
- Em pacientes conscientes, ele proprio deve escovar os dentes.


HIGIENE ORAL (em paciente entubado)

Material

Solucao anti-septica - solucao bicarbonatada,
Espatula envoltas em gazes,
Lubrificante (vaselina liquida),
Copo para colocar solucao anti-septica,
Seringa de 20 ml,
Aspirador montado,
Canula de guedel (esteril), se necessario,
Toalha,
Luvas,

Tecnica

01 - Lavar as maos;
02 - Explicar ao paciente o que ser feito;
03 - Calcar luvas;
04 - Reunir o material na mesa de cabeceira;
05 - Colocar o paciente em posicao confortavel, com a cabeceira elevada ou em decubito lateral se estiver inconsciente. Caso o paciente esteja com sonda nasogastrica, abri-la, para evitar nauseas e refluxo do conteudo gastrico para a boca;
06 - Colocar a toalha na parte superior do torax e pescoco do paciente, com forro plastico, se necessario;
07 - Verificar se o cuff da canula endo-traqueal esta insuflado, para evitar que a solucao anti-septica ou salivacao penetre na traqueia, durante a higienizacao;
08 - Instilar agua com auxilio da seringa, pelo orificio da canula de guedel, e fazer aspiracao ao mesmo tempo;
09 - Retirar a canula de guedel e lava-la em agua corrente na pia do quarto e recoloca-la, ou proceder a
sua troca por outra esteril, caso, seja necessario ou que conforme rotina, ja tenha dado 24 horas apos
a sua colocacao;
10 - Proceder a limpeza de toda a boca do paciente, usando as espatula envoltas em gazes embebidas em solucao anti-septica. Limpar o palato superior e toda a arcada dentaria;
11 - Limpar a tambem a lingua;
12 - Enxugar os labios com a toalha e lubrifica-los com vaselina;
13 - Retirar luvas;
14 - Lavar as maos;
15 - Recompor a unidade;
16 - Anotar no prontuario o que foi feito e anormalidades detectadas.

Obs: - A troca do cadarco da canula endotraqueal, deve ser feita pelo Tecnico/Auxiliar a cada 12 horas,
ou quando se fizer necessario, acompanhada do reposicionamento da canula endotraqueal, que dever ser feito pela Enfermeira da unidade;
- A higiene oral do paciente entubado dever ser feita 01 vez a cada plantao.


Fontes:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Administração de Medicamentos no Processo de enfermagem




O processo de enfermagem orienta a enfermagem sobre as decisões a serem executadas na administração de medicamentos, assegura a confiança do paciente, encontra suporte médico e legal. Nesse processo o enfermeiro necessita conhecer o paciente, e uma série de dados são coletados. O processo de enfermagem é composto por histórico do paciente, diagnóstico de enfermagem, plano de cuidado e evolução de enfermagem.

Histórico do paciente

No histórico de enfermagem relate informações sobre medicações que o paciente usou no passado e usa atualmente, reações alérgicas a drogas e alimentos, razão pela qual usou medicações, reações adversas, dosagem, uso prolongado e via de administração.

Monitorize mudanças metabólicas. Se o paciente é diabético, monitorize a glicose antes de administrar a insulina. Se ele faz uso de digoxina, verifique o pulso radial.

Oriente o paciente sobre os efeitos da terapia e informe-o a respeito das reações adversas e quais são os sinais e sintomas que podem se manifestar no seu organismo. Explique que a terapia pode ou não ser bem-sucedida.

Alguns pacientes fazem uso prolongado de medicação, o que pode inibir ou potencializar o efeito da droga prescrita na internação; por exemplo, a aspirina potencializa o efeito de anticoagulantes como a heparina.

Relate na história clínica detalhadamente o tratamento medicamentoso do paciente. Em alguns casos o paciente não tem um médico que acompanhe seu tratamento durante o período de internação. Vários especialistas podem prescrever diferentes drogas, sem conhecer a que o paciente está usando. Relate na história essas medicações.

Relate os hábitos alimentares, porque podem afetar a ação da droga. Por exemplo, um paciente que faz uso de anticoagulantes não deve comer folhas verdes, porque contêm vitamina K, que pode antagonizar o efeito da droga.

Relate sua avaliação a respeito do estado clínico do paciente. Avalie se o paciente interage apropriadamente com a família, se a sua conversa é clara, se o seu comportamento e sua expressão estão coerentes. Verifique se sua memória recente ou passada apresenta alterações. Tal avaliação identifica a capacidade de o paciente dar continuidade ao tratamento proposto.

Diagnóstico de enfermagem

Identifique os problemas relacionados no histórico do paciente usando as informações colhidas, defina problemas relacionados às drogas e faça o diagnóstico de enfermagem. Os problemas mais comuns relacionados ao tratamento medicamentoso são a falta de conhecimento, submissão a rotinas do tratamento e interrupção do tratamento.

Plano de cuidados

Depois que o diagnóstico de enfermagem é feito, são fornecidos elementos para o enfermeiro elaborar um plano de cuidados e estimular o autocuidado. A participação do paciente no tratamento encaminha-o para um prognóstico positivo.

Evolução de enfermagem

O último passo do processo de enfermagem é a evolução. A evolução determina de forma sistemática a eficácia dos cuidados de enfermagem. Esse processo mostra para a enfermagem os resultados da terapia, proporcionando subseqüentes intervenções. A evolução possibilita ao enfermeiro implementar mudanças no plano de cuidado, criando uma contínua e criteriosa reavaliação, o que torna cada intervenção de enfermagem um sucesso.

Fontes:


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sonda Nasoenteral

Sonda Nasoenteral







1. Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente e/ou ao acompanhante;
2. Reunir o material;
3. Colocar biombos em volta do leito;
4. Lavar as mãos
5. Colocar o paciente em posição de Fowler alta – 45º, caso isso não seja possível, posicioná-lo em decúbito dorsal com a cabeça lateralizada para evitar possível aspiração;
6. Inspecionar as narinas quanto à presença de obstrução e fratura, com o objetivo de determinar qual é a mais adequada.
7. Limpar a cavidade nasal e remover a oleosidade da pele, tanto do nariz quanto da testa, usando álcool à 70%;
8. Calçar as luvas de procedimento;
9. Verificar se a sonda está íntegra;
10. Verificar o comprimento da sonda que será introduzida, sem tocar no paciente. Medir a distância da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e, do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide. Acrescentar 25 cm a esta medida para um bom posicionamento no intestino. Marcar essa distância na sonda utilizando fita adesiva ou observar a marcação. Algumas sondas vêm demarcadas com pontos pretos, enquanto outras apresentam numerações.
11. Colocar a cuba rim sobre o tórax do paciente para o caso de possível regurgitação;
12. Pulverizar com xylocaína spray a cavidade oral do paciente;
13. Enrolar a sonda na mão dominante deixando livre aproximadamente 10 cm da extremidade;
14. Pedir auxílio para colocar a xylocaína gel no dorso da mão não dominante;
15. Lubrificar os 10 cm da extremidade da sonda, utilizando a xylocaína gel que foi colocada no dorso da outra mão;
16. Introduzir a sonda no interior da narina selecionada e avançar delicadamente ao longo do assoalho do nariz. Quando a sonda passar pela orofaringe, fazer uma pausa para diminuir a possibilidade de vômito. Examinar a orofaringe para certificar-se de que a sonda não se encontra enrolada. A partir deste momento, observar se há presença de sinais que possam indicar que a sonda foi introduzida nas vias aéreas, como cianose, dispnéia ou tosse. Pedir ao paciente que flexione levemente a cabeça para frente. Continuar delicadamente a introdução da sonda, solicitando ao paciente que realize movimentos de deglutição, até a sonda atingir a faringe.
17. Avançar a sonda delicadamente até a marca pré-determinada;
18. Fixar a sonda ao nariz e à testa utilizando fita adesiva, com o cuidado de não tracionar a narina.
19. Conectar a seringa de 20 mL na ponta da sonda. Posicionar o diafragma do estetoscópio na região epigástrica e introduzir, de forma rápida, 20 mL de ar, para auscultar o som da entrada do ar no estômago;
20. Utilizar a seringa de 20 mL para aspirar parte do suco gástrico, com o objetivo de certificar-se do posicionamento correto da sonda;
21. Limpar as narinas do paciente, removendo o excesso de xylocaína;
22. Encaminhar o paciente para realizar raio X tóraco-abdominal, para visualizar o posicionamento correto da sonda;
23. Após a comfirmação do correto posicionamento da sonda, remover o fio guia;
24. Posicionar o paciente confortavelmente;
25. Deixar a unidade em ordem;
26. Registrar o procedimento;



Cuidados:


Orientação e Cuidados Gerais

As orientações dispensadas aos pacientes, familiares e cuidadores, relacionam-se aos cuidados com:
Manuseio da sonda – cuidados com retrações, pois pode ser deslocada do posicionamento correto. Exemplo: durante o sono, banho, mudança de decúbito ou pelo próprio paciente.
Limpeza/Higiene/Fixação – Após banho seca-la e trocar a fixação (Nasogástrica, Nasoentérica) da face, devendo estar sempre limpa e seca, evitando o desconforto para o paciente, odores desagradáveis, higienizar as narinas do paciente e tomar cuidado para não tracionar a asa nasal ao fixar a sonda, causando lesões. As vezes se faz necessário restringir as mãos do paciente com luvas sem os dedos, para impedi-lo de retirar a sonda, como pode ocorrer com doentes com demências, agitação motora, quadros de confusão mental, etc.
Administração de dieta, infusões de líquidos e medicamentos – posicionar o paciente sentado e ou, sendo acamado, manter cabeceira elevada por no mínimo 30 graus, (diminuindo riscos de aspirações de dieta, refluxos gástricos), e não deitar o paciente logo após ingesta alimentar e hídrica, lavar a sonda com água filtrada após administração de dietas (1 -2 seringas de 20 ml), medicamentos, mantendo sua permeabilidade, evitando obstruções por resíduos alimentares. Havendo obstruções, pode se realizar manobras para desobstrução, infiltrando água morna (ideal com seringa de 50 ml).
Observação e detecção de anormalidades – obstrução, vazamentos, quebras dos conectores das extremidades proximais, Se (gastrostomia,) proteger a pele se houver contato com conteúdo gástrico, para evitar formação de lesões, inflamações, infecções.
Tempo de troca – determinado pelo protocolo do serviço de acompanhamento do paciente.

Complicações com o uso da sonda

1. Infusões rápidas – levam a quadros de distensão abdominal, diarréias, vômitos.
2. Refluxos gástricos e pneumonias aspirativas – podem ser observadas pelos familiares na presença de agitação, tosse, dispnéia, cianose de face. (idosos acamados, seqüelados, afásicos, com reflexos diminuídos).
3. quadros de constipação intestinal, flatulências – necessitando readequação nutricional, sendo de grande importância aos familiares e cuidadores, observarem a presença de eliminações fisiológicas(volume, quantidade, aspecto, consistência, etc.).
Vale reforçar, que, o paciente no domicilio, deve ser acompanhado sempre por uma equipe multiprofissional e multidisciplinar, cabendo a nutricionista, definir a terapia nutricional mais indicada, também avaliando e acompanhando os resultados e adequando as alterações necessárias a cada paciente, levando em conta seu histórico alimentar, histórico de doenças, tipos de sonda, etc, orientando também , familiares e cuidadores.

Cuidados com pacientes que fazem uso de sonda nasoenteral:

1. Certificar a posição gástrica através da ausculta com estetoscópio em região epigástrica, injetando 20 ml de ar, aspirar conteúdo gástrico e realizar RX torácico/abdominal,
2. Deixar o paciente em posição lateral direita para progressão da sonda para região pilórica;
3. Manter a cabeceira do leito elevada a 30 graus para diminuir o risco de bronco aspiração;
4. Administração da dieta pode ser contínua ou intermitente;
5. Controlar, quando possível em bomba de infusão para melhor manutenção;
6. Observar intolerância (náuseas, vômitos e diarréia) a alguns componentes da dieta, neste caso deve-se alterar sua composição, principalmente quando idosos;
7. Deve-se aspirar o conteúdo gástrico através sonda, toda vez que for instalar nova dieta, para avaliar a presença de resíduos gástricos Caso exista um volume gástrico aspirado maior que 200 ml suspender a próxima dieta;
8. Controlar sinais vitais, diurese, distensão abdominal, glicemia capilar, edemas, turgor da pele, dispnéia;
9. Ficar atento na fixação da sonda, alternando o local para não lesar a pele das narinas;
10. Cuidados no preparo e manuseio das sondas e dietas, de forma estéril, mantendo as dietas em refrigerador exclusivo, podendo ficar até 04hs em temperatura ambiente e 24hs na geladeira;

Fontes:

http://www.pdamed.com.br/proenf/pdamed_0002_0009_00200.php

http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/27/cuidados-com-sondas-em-idosos-na-assistencia-domicilar/

http://enfermagempacientecritico.blogspot.com/2010/06/sondagem-nasoenteral.html

http://www.cirurgicasaopaulo.com.br/product_info.php?products_id=195&osCsid=klgipsltgssu25h1s7d8bfgkq4

http://www.westmariana.com/gastrostomia.htm

domingo, 16 de outubro de 2011

Linhaça

Poderosa
Linhaça



A linhaça é a semente do linho (Linum usitatissimum), muito utilizada em culinária, e consumida com casca. Dela se extrai o óleo de linhaça, que é rico em Ómega 3, Ómega 6 e Ómega 9. Além disso, o óleo de linhaça é usado na indústria cosmética e em farmácias de manipulação.
Os relatos mais antigos da semente da linhaça são datados de 5000 anos antes de Cristo, na Mesopotâmia. Foram até encontrados desenhos da semente em tumbas faraónicas, o que comprova o uso desta herbácea desde a antiguidade.
Mesmo sendo originária da Ásia, seus benefícios foram difundidos pelo mundo todo, e seu consumo é muito comum na América do Norte e em países europeus.

A semente de linhaça é considerada um alimento funcional, pois, além de ter suas propriedades nutricionais básicas, tem propriedades preventivas graças aos compostos antioxidantes e anticancerígenos.
Sementes de Linhaça
A semente de linhaça tem cerca de 39% de óleo em sua composição. Seu óleo é um dos alimentos mais ricos em Ômega 3 da natureza (cerca de 57%) e de Ômega 6. A relação ideal entre Ômega 3 e Ômega 6 é de 1:4 respectivamente, enquanto o óleo vegetal de linhaça apresenta uma relação de 1:3, muito próxima do ideal. Essa presença balanceada entre o Ômega 3 e o Ômega 6 permite a produção das prostaglandinas, que são corpos biologicamente muito ativos e importantes que agem como removedoras do excesso de sódio nos rins, diminuindo assim a retenção de líquidos, o que alívia os sintomas do período pré-menstrual. A alta taxa de Ômega 3 faz da linhaça um alimento de cárater preventivo à saúde, sendo um importante agente antioxidante e renovador celular.
Além disso, a linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que "imita" a ação do estrógeno. A lignana é muito importante no período da menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural na reposição desse hormônio. A lignana "engana" os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário. Sendo assim, a lignana é uma substância importante na prevenção do câncer de mama, por neutralizar a ação do estrógeno sobre esse tecido. Existem alguns relatos de indução de icterícia, e reacções exantemáticas, possivelmente relacionadas com a dose e consumo exagerado.
O óleo da linhaça tem na maior parte da sua composição gorduras poliinsaturadas não produzidas pelo corpo. Veja a porcentagem de gorduras do óleo de linhaça:
Tipos de Gorduras %Total de Gorduras
Gorduras Saturadas9%
Gorduras Monoinsaturadas18%
Gorduras PolinsaturadasÔmega-3—57%
Ômega-6—16%

A sua constituição ainda conta com uma alta taxa de fibras solúveis (ideal como laxante e auxiliar na digestão), vitaminas B1, B2, C, E, caroteno, ferro, zinco, alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e cálcio.
Estudos mostram que é boa para os diabéticos, pois estabiliza os níveis de açúcar no sangue e também é uma auxiliar para a prevenção da obesidade, pois ela ativa mais o metabolismo.
Apesar de ser conhecida por suas aplicações medicinais, o principal destino da semente do linho no Brasil é a indústria, para a qual serve como componente de secante de tintas, vernizes, corantes e linóleos.
A linhaça (semente do linho) é uma cultura de inverno no Brasil. O principal estado produtor é a região Noroeste do Rio Grande do Sul. Seu ciclo curto, de 150 dias, é ideal para o plantio em junho e colheita no final de outubro ou começo de novembro. A produtividade média é de 1,5 tonelada por hectare.

 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha%C3%A7a